Apofenia
Como humanos atribuem valor a coisas que não têm preço óbvio.
Uma música pode acompanhar uma fase inteira da vida. Uma obra pode fazer você parar, voltar e olhar mais uma vez. Meu interesse pela Apofenia começa aí: na relação entre quem cria e quem encontra uma criação. A partir dela, trabalho com curadoria, circulação e direitos.
Música e direitos
Na frente musical, trabalho com a intermediação de catálogos brasileiros pelo lado de quem detém os direitos. Quem me contrata é o titular do catálogo, e a remuneração é uma comissão sobre o repasse da venda. Esse é o papel que assumo na negociação.
Antes de discutir um número, quero saber de onde ele veio.
Entender um catálogo pede atenção aos documentos, à origem dos dados e ao que eles permitem concluir. Meu critério é separar o que está registrado do que ainda é hipótese, conferir informações recebidas e explicitar o que falta saber. Uma boa apresentação precisa permitir perguntas.
Arte para olhar de perto
A outra frente reúne arte e joia, sob a mesma marca, e está em formação. Me interessa conhecer o trabalho de um artista, aproximá-lo de outras pessoas e criar contexto para que uma peça seja escolhida. Curadoria, para mim, envolve essa atenção ao trabalho e à forma de apresentá-lo.
A loja é uma entrada para quem quer explorar as peças. Você pode começar por uma imagem, conhecer melhor o trabalho e conversar sobre uma aquisição. A escolha pode levar tempo: gosto da ideia de uma obra com a qual se queira conviver.
O que esta página não afirma — e nunca vai
Este site não publica nomes de artistas, obras, negociações, valores ou dados de catálogos, e nenhum vai aparecer sem acordo de confidencialidade assinado. Os projetos são apresentados pelo método e pelo escopo do trabalho. A loja de arte não tem histórico comercial e não está sendo descrita como canal de faturamento. Se você está avaliando com quem falar sobre o próprio catálogo, essa é a informação mais útil que esta página carrega: o mesmo silêncio vai valer para você.